segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CLÍNICA NO SERVIÇO SOCIAL: UMA CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA II - Heliete Karam

Penso que uma profissão, quando surge, ela surge num determinado momento do processo de humanização de nossa espécie e em função de uma demanda. Esta demanda, nem sempre é verbalizada como gostaríamos. Muitas vezes ela se impõe a nós. Por exemplo, Irena Sendlerowa, considerada a versão feminina de Oskar Schindler, entendeu que salvar o maior número possível de crianças do holocausto era o trabalho que lhe cabia naquele momento da história. Nenhuma criança formulou verbalmente a demanda, mas a demanda – na forma de apelo sem palavras porque o horror é indizível – estava na cena social, urgente, sinalizada através do medo e do silenciamento, do pranto, da separação prematura dos pais, da morte na forma de extermínio, enfim, da violência agravada pelo sofrimento que não podia ser verbalizado.

[...] clique aqui para ler na integra o artigo de Heliete Karam.

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