Sou psicóloga, terapeuta familiar.
Já há mais de um quarto de século tenho tido o prazer e o privilégio de trabalhar com assistentes sociais brilhantes e competentes. Assistentes sociais que conhecem e trabalham com famílias de forma compromissada.
Desde os primórdios da terapia familiar, as assistentes sociais estão à frente, nos mais diversos países.
Só para citar alguns nomes inesquecíveis: Virginia Satir, Ray Bardhill, Peggy Papp, Lynn Hoffman, Froma Walsh, Insoo Berg, Jay Lappin, Richard Stuart, Harry Aponte, Michael White, Doug Breulin, Olga Silverstein, Lois Braverman, Steve de Shazer, Peggy Penn, Betty Carter, Bráulio Montalvo e Mônica MacGoldrick.(NICHOLS, M.P. ;SCHWARTZ, R.C. Terapia Familiar Conceitos e Métodos. Artmed. 1998). Com certeza autores que alicerçam o trabalho não só da Terapia Familiar, mas de todos os profissionais que trabalham com famílias.
Aqui no Brasil e em São Paulo, inúmeras Assistentes Sociais Terapeutas Familiares trabalham de forma exemplar. Há pouco era presidente da ABRATEF, Sandra Fedullo Colombo, assistente social.
Já em 2003 o Tribunal e Justiça do Estado de Roraima levava a equipe do Instituto de Terapia Familiar de Curitiba para ministrar formação em Terapia Familiar para Psicólogos e Assistentes Sociais lotados em todas as Comarcas daquele Estado.
Qual não foi minha surpresa que o último número do jornal do mesmo CRESS noticiou o não reconhecimento desta atividade como parte das atribuições dos assistentes sociais.
Quem determina a atribuição: os profissionais? a prática? a burocracia?
Eu, como psicóloga, não temo a participação dos assistentes sociais porque reconheço neles esta competência.
E agora????
Meu maior sentimento é que com esta decisão do CFESS, perdemos todos.
Termino com o lindo poema:
POEMA PARA MAIAKOVSKI
“Na primeira noite eles se aproximam/roubam uma flor/do nosso jardim./E não dizemos nada./Na segunda noite, já não se escondem:/ pisam as flores,/ matam nosso cão,/ e não dizemos nada./ Até que um dia/ o mais frágil deles/ entra sozinho em nossa casa,/ rouba-nos a luz, e, / conhecendo nosso medo/ arranca-nos nossa voz da garganta/ E já não dizemos nada.”
Eduardo Alves da Costa.
Maria Antelma Ferraz de Mendonça Jensen
Psicóloga Clínica e Jurídica com registro no CRP 294/01
Especialista em Psicologia da Infância pelo GEPPI/SP
Especialista em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes pelo LACRI/IPUSP
Terapeuta Familiar e de Casal pelo Net Família/ITFSP
Membro Titular da APTF/ABRATEF – Articuladora da baixada Santista
Membro da ISPCAN (Sociedade Internacional para Proteção contra o Abuso e a Negligência da Criança) desde 1996.
Membro da AASPTJSP
Professora convidada do Curso de Especialização em Atendimento Familiar da UNISANTOS.(2007/2008)
Aluna do curso “Impactos da Violência na Saúde” ministrado à distância pela Fundação Oswaldo Cruz, RJ
Obs:email recebido em 20/09/09
Cara colega,
Havia enviado este texto anexo alguns meses atrás, mas parece que ele se perdeu...
Como sugerido pela Malu, envio novamente.
Boa sorte
Maria Antelma Ferraz de Mendonça Jensen
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